terça-feira, 11 de março de 2014

O Poema de Thrym

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Ilustração por Lorenz Frølich
"Den Ældre Eddas Gudesange", Gjellerup e Frølich (1895)
Disponível aqui 


Introdução
Esta é minha tradução de Þrymskviða (transliterado, Thrymskvida), direto do nórdico antigo para o português.

Primeira página de Thrymskvida no Codex Regius
017 Recto em http://www.am.hi.is:8087/
Thrymskvida é um poema mitológico da Edda em verso. Ele narra a história de como Thor fez para recuperar seu martelo, Mjollnir, depois que este foi roubado pelo gigante Thrym. Para fazê-lo, o deus precisou travestir-se de noiva e viajar até Jotunheim acompanhado de Loki. Thor, que é conhecido como um grande matador de gigantes, deus de características masculinas de força e bravura, sofre uma completa inversão destes valores ao precisar disfarçar-se de mulher e vestir-se de noiva. Por conta deste procedimento, o poema assume um tom cômico.

Em minha tradução, sempre que a fluidez do português o permitiu, busquei manter-me o mais fiel possível ao texto e à gramática original. Trabalhei diretamente com o manuscrito do Codex Regius, GKS 2365 4to, mantido no Instituto de Estudos Islandeses Árni Magnússon, em Reykjavík, e digitalizado e disponibilizado ao público neste site.

Utilizei, como auxílio para o texto em nórdico, a edição alemã de Neckel & Kuhn, “Die Lieder des Codex Regius” (1983). No entanto, para oferecer um trabalho diferente do que consta no livro, onde o texto é transcrito e normatizado, fiz minha própria transcrição direta do manuscrito sem nenhuma normatização. Isto é, mantive as grafias originais, conforme constam no documento.

Termos importantes antes da leitura
áss [m] – qualquer deus pertencente à principal família divina do panteão nórdico, os Aesir. Plural: Æsir
ásynja [f] - versão feminina de áss. Plural: Ásynjur
iotun [m] – gigante. Plural: Iotnar
Vanir [m pl.] – outra família divina do panteão nórdico
þurs [m] – gigante. Plural: Þursar

Nota sobre o termo gigante
Traduzi, simplesmente, por “gigante” o que aparece no original como iotun ou þurs. Estas duas variantes são utilizadas no texto como sinônimos. Thrym é chamado, por exemplo, de “þursa drottinn”, mestre dos thursar, enquanto seu país é referido em algumas passagens como “iotna heimr”, mundo dos iotnar, assim como sua família é chamada de “ętt iotuns“, a família do iotun. Desta forma, como a distinção entre os dois não altera o significado, e existe meramente para gerar aliterações no original, optei simplesmente pela tradução por gigante.


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Þrymskviða                                       O Poema de Thrym

Reiðr v[ar] þa vingþor[r]
e[r] h[ann] vacnaþi
[oc] sins hamars um sacnaði.
Sceg[g] na[m] at hrista
sc[au]r na[m] at dyia.
Reþ Iarþar bur[r] u[m] at þreifaz.

Oc h[ann] þ[at] orða allz fyrst u[m] q[va]þ
Heyrðu nu loci hvat ec ny m[ęl]li.
Er e[i]g[i] veit iarðar hv[er]gi ne up him[in]s. As e[r] stolin[n] ha[m]ri.



Gengo þeir fag[ra] Freyio tuna
[oc] h[ann] þ[at] orða allz fyrst u[m] q[va]þi.
M[un]tu m[ér] Freyia fiaþr ha[m]s lia. Ef ec min[n] hamar męttac hitta.

Freyia q[vaþ].
Þo m[yn]da ec gefa þer
þot[t] or gul[l]i v[ęr]i.
Oc þo selia at v[ęr]i or silfri.

Flo þa loci fiaðrha[m]r dunþi
u[n]z f[yr] utan co[m] asa garða
oc f[yr] in[n]an co[m] iotna hei[m]a.

Þry[m]r sat a haugi þursa d[ro]ttin[n]
greyio[m] sino[m] gulb[au]nd snori
[oc] m[au]ro[m] sino[m] m[au]n iafnaði.



Þ[ry]mr q[vað].
Hvat er m[eþ] asom hvat er m[eþ] alfo[m]
hvi ertu ein[n] komi[nn] i iotunhei[m]a.


Ilt e[r] m[eþ] asom [ilt er meþ alfom]¹
hefi[r] þu hlor[r]iþa hamar u[m] folgin[n].


Ec hefi hlor[r]iþa hamar u[m] folgin[n] VIII r[au]sto[m] f[yr] iorþ neþ[an].
H[ann] engi [maþr] aptr um hei[m]tir
ne[m]a fǫri m[er] freyio at qvęn.


Flo þa loci fiaðr ha[m]r du[n]þi
u[n]z f[yr] utan co[m] iotna hei[ma] [oc] f[yr] innan [kom] asa garða. Mętti h[ann] Þor miðra garða [oc] þ[at] h[ann] orþa allz fyrst u[m] qvað.

Hef[ir] þu erendi se[m] erfiði.
Segðu alpti long tiþindi. Opt sitianda s[au]gur u[m] fallaz. [Oc] lig[g]iandi lygi u[m] bellir.



Hefi ec orindi erfiði oc.
Þrymr hefi[r] þin[n] hamar þursa drottin
h[ann] e[n]gi [maþr] aptr um heimt[ir] ne[m]a h[an]om fǫri freyio at qvan.


Ganga þ[ei]r fagra Freyio at hitta [oc] h[ann] þ[at] orda allz fyrst u[m] qvað. Bittu þic freyia brudar lini
viþ s[co]lom aka tv[au] i iotun  heima.

Reið varð þa freyia [oc] fnasa[ð]i allr asa salr undir bifðiz. St[au]c[c] þ[at] iþ micla men brisinga. Mic veiztu v[er]þa v[er]giarnasta ef ec ek meþ þ[er] i iotun hei[m]a.


Sen[n] v[oro] ęs[ir] all[ir] aþingi [oc] asynior al[l]ar amali. [Oc] u[m] þ[at] reþo rik[ir] tifar hve þ[ei]r hloriþa hamar u[m] sętti.



Þa q[va]þ þ[at] hei[m]dallr hvitastr asa vis[s]i h[ann] vel f[ra]m se[m] van[ir] aþr[ir].
Bindo ver þor þa b[ru]þar lini
hafi h[ann] iþ micla  m[en] b[ri]singa.



Lato[m] u[n]d hano[m] hrynia lucla [oc] kven vaþ[ir] u[m] kne falla. E[nn] a b[ri]osti breiþa steina [oc] hagliga u[m] h[au]f[uð] typpo[m].




Þa q[va]þ þ[at] Þor[r] þruðugr as[s]
mic muno ęs[ir] argan kalla ef ec bindaz lęt b[ru]þar lini.

Þa q[va]þ þ[at] Loci Laufeyiar so[n]r  þegi þu Þorr þ[ei]ra orþa. Þegar muno iotnar asgarð bua ne[m]a þu þin[n] hamar þ[er] u[m] hei[m]tir.


Bu[n]ðo þ[eir] Þor þa b[ruþar] l[ini] [oc] [ino] m[icla] m[eni] b[risinga] l[eto] u[nd] h[anom] h[rynia] l[ucla] [oc] k[ven] v[aþir] u[m] kne f[alla] en[n] a b[riosti]  b[reiþa] s[teina] [oc] h[agliga] u[m] h[aufuð] t[yppo].




Þa q[va]þ Loci Laufeyiar so[n]r
mu[n] ec [oc] m[eþ] þ[er] ambot v[er]a. Við sc[ol]om aka tvau i iotu[n] hei[m]a.

Sen[n] v[oro] haf[ra]r hei[m] u[m] rekn[ir] scyndir at sc[au]clo[m] scyldo vel ren[n]a. Biorg b[ro]tnoþo b[rann] iorþ loga ok Odi[n]s s[onr] i iotu[n] hei[m]a.




Þa q[va]þ þ[at] Þrymr þursa d[ro]ttin[n]
standit up iotnar [oc] straiþ becci. Nu fariþ m[er] Freyio at qvan
Niarþar Dott[ir] or noa tuno[m].


Ganga h[er] at garði gull hyrnþar kyr ǫxn alsvart[ir] iotni at ga[m]ni. Fiolþ a ec meiþma fiolþ a ec menia.
Ein[n]ar m[er] Freyio avant þicc[ir].




Var þa at q[ve]ldi u[m] c[om]iþ snim[m]a [oc] f[yr] iotna [au]l f[ra]m borit. Ein[n] at ǫxa VIII laxa krasir allar þęr er konor scyldo.
Drac[c] Sifiar ver[r] sald þriu miaþar.



Þa q[vaþ] þ[at] Þ[ry]mr þ[ursa] d[rottinn] h[va]r sattu bruþ[ir] bita hvassara.
Saca ec b[ru]þir bita en breiðara ne in[n] meira mioþ mey um drecca.


Sat in alsnot[ra] ambot f[yrir] e[r] orð um fan[n] v[ið] iotuns mali. At vętr Freyia VIII notto[m] s[va] v[ar] ho[n] oþfus i iotun hei[m]a.



Laut u[n]d lino lysti at cyssa en[n] h[ann] utan st[au]c[c] endlangan sal.
Hvi ero [au]ndot[t] [au]go freyio
þicci m[er] or augom [eldr of]³ bren[n]a.



Sat in als[notr] a[mbot] f[yrir] [er orð um fann við iotuns] m[ali]. Svaf vętr Freyia VIII n[ottom] s[va] v[ar] [hon oþfus] i i[otun] h[eima].




In[n] co[m] in arma iotna syst[ir] hin er bruþ fiar biþia þorði.
Lattu þ[er] of h[au]ndo[m] h[ri]nga r[au]ða ef þu [au]þlaz vill ast[ir] minar. Astir m[inar] alla hylli.

Þa q[vaþ] þ[at] Þ[ry]mr þ[ursa] d[rottinn] beriþ in[n] hamar bruþi at vigia.
Leg[g]it miollni i meyiar kne vigit ocr saman varar hendi.


Hlo hloriþa hugr i briosti er harðhugaþ[r] hamar u[m] þecþi.
Þrym drap han[n] fyrstan þ[ursa] d[rotinn] [oc] ęt[t] iotuns alla lamþi.


Drap h[ann] ina [au]ldno iotna syst[or] hin e[r] bruþ fiar of beþit hafði. Ho[n] skel[l] u[m] hl[aut] f[yr] scillinga en[n] h[au]g[g] hamars f[yr] h[ri]nga fiolþ. S[va] co[m] oþi[n]s so[n]r endr at hamri.

 



Thor ficou furioso
quando acordou
e não encontrou seu martelo.
Sua barba começou a tremer,
seu cabelo começou a agitar-se.
O filho da Terra decidiu procurar ao redor.

E estas foram as primeiras
de suas palavras:
“Escute agora, Loki, o que eu digo.
Ninguém sabe na terra
nem no céu: o áss teve seu martelo roubado.”

Eles foram à bela morada de Freyja
e estas foram as primeiras de suas palavras:
“Você me emprestará, Freyja, sua capa de plumas,
para que eu possa encontrar meu martelo?”

Freyja disse:
“Eu lhe daria, mesmo que fosse de ouro.
Daria a você, mesmo que fosse de prata.”


Então Loki voou, a capa rugia,
até que ele deixou os jardins dos Aesir
e adentrou o mundo dos gigantes.

Thrym sentava-se num monte, o mestre dos gigantes,
trançando pulseiras de ouro para suas cadelas,
e aparando as crinas de suas éguas.

Thrym disse:
“O que há com os Aesir, o que há com os elfos?
Por que você vem sozinho a Jotunheim?”

“As coisas vão mal para os Aesir, mal para os elfos.
Você escondeu o martelo de Thor?”

“Eu escondi o martelo de Thor
oito léguas abaixo da terra.
Homem algum o trará de volta,
a não ser que Freyja venha a mim como esposa.

Então Loki voou, a capa rugia,
até que ele deixou o mundo dos gigantes,
e adentrou os jardins dos Aesir.
Thor falou-lhe, no meio dos jardins,
e estas foram as primeiras de suas palavras:

“Você teve problemas em sua missão?
Fale no ar as longas notícias!
Frequentemente, as histórias daqueles que se sentam caem por terra,
e aquele que se recosta lida mentirosamente.”

“Tenho um problema e uma missão:
Thrym está com seu martelo, o mestre dos gigantes.
Homem algum o trará de volta,
a não ser que Freyja vá a ele como esposa.”

Eles foram encontrar a bela Freyja,
e estas foram as primeiras de suas palavras:
“Vista-se, Freyja, num véu de noiva!
Nós dois temos de ir a Jotunheim.”

Então Freyja ficou furiosa e bufava,
o salão dos Aesir tremeu-se inteiro,
o grande colar Brisingamen caiu:
“Você me conhecerá como a maior das depravadas
se eu for com você até Jotunheim.”

Mais tarde, todos os Aesir estavam em conselho,
e todas as Ásynjur, em discussão,
e os poderosos deuses decidiam
como eles e Thor procurariam o martelo.

Então Heimdall, o mais branco dos Aesir, disse –
ele conhece bem o futuro, como os outros Vanir –
“Vistamos, então, Thor num véu de noiva.
Que ele vista o grande colar Brisingamen.

Deixemos que as chaves tilintem debaixo dele,
e que roupas de mulher caiam-lhe sobre os joelhos.
E em seu peito, pedras largas,
e da mesma forma, coloquemo-nas sobre sua cabeça.”

Então disse Thor, o poderoso áss:
“Os Aesir me chamariam de marica,
se eu me deixasse vestir num véu de noiva!”

Então disse Loki, o filho de Laufey:
“Fique quieto, Thor, não diga isto.
Os gigantes irão habitar Ásgard imediatamente,
a não ser que você recupere seu martelo.”

Então eles vestiram Thor num véu de noiva, e no grande colar Brisingamen.
Deixaram as chaves tilintarem debaixo dele, e roupas de mulher caírem-lhe sobre os joelhos.
E em seu peito, pedras largas,
e da mesma forma, colocaram-nas sobre sua cabeça.

Então disse Loki, o filho de Laufey:
“Eu irei com você e serei sua ama,
nós dois² iremos a Jotunheim.”

As cabras foram logo dirigidas para casa,
apressaram-se às rédeas, elas haveriam de correr bem.
Montanhas partiam-se, a terra queimava em chamas:
o filho de Odin chegava a Jotunheim.


E então disse Thrym, o mestre dos gigantes:
“Levantem-se, gigantes, e espalhem-se pelo banco!
Tragam-me agora Freyja como esposa,
a filha de Njord de Noatun!

Vacas de chifres de ouro caminham aqui pelo jardim,
bois completamente negros, para o deleite do gigante.
Possuo uma multitude de tesouros, possuo uma multitude de colares,
Freyja parece ser a única coisa a me faltar.”

Logo chegou lá a noite,
e, perante os gigantes, cerveja foi trazida.
Ele comeu um boi inteiro, oito salmões,
todas as iguarias, aquelas destinadas às mulheres.
O marido de Sif bebeu três tonéis de hidromel.

Então disse Thrym, o mestre dos gigantes:
“Onde já se viu uma noiva comer tão vorazmente?
Nunca vi uma noiva com mordida maior,
nem uma donzela beber tanto hidromel.”

A muito sábia ama sentava-se em frente,
quando encontrou palavras contra o discurso do gigante:
“Freyja nada comeu por oito noites,
tão ansiosa estava ela para chegar a Jotunheim.”

Ele curvou-se para baixo do véu, querendo beijá-la,
porém deu um salto do tamanho do salão:
“Por que os olhos de Freyja estão tão ferozes?
Fogo me parece queimar dos olhos dela.”

A muito sábia ama sentava-se em frente,
quando encontrou palavras contra o discurso do gigante:
“Freyja nada dormiu por oito noites,
tão ansiosa ela estava para chegar a Jotunheim.”

A miserável irmã dos gigantes entrou,
ousando pedir o presente da noiva:
“Largue de suas mãos os anéis vermelhos,
se você deseja obter o meu afeto.
O meu afeto, toda a minha graça.”

Então disse Thrym, o mestre dos gigantes:
“Tragam o martelo para abençoar a noiva,
coloquem Mjollnir sobre os joelhos da donzela,
abençoem-nos os dois, pelas mãos de Vár.”

O espírito de Thor gargalhou em seu peito,
quando o de rígida mente reconheceu seu martelo. Thrym ele matou primeiro, o mestre dos gigantes,
e trucidou toda sua família.

Ele matou a velha irmã dos gigantes,
a que havia pedido o presente da noiva.
Ela recebeu uma pancada ressoante em vez de xelins,
e um golpe do martelo em vez de um monte de anéis.
Assim o filho de Odin encontrou de volta seu martelo.





[1] Neckel & Kuhn adicionam este trecho ao original do manuscrito para manter a rítmica do poema.

[2] O português perde uma sutileza do original em nórdico. Na língua original, o numeral está em sua forma neutra, que é utilizada quando há uma mistura de gêneros. Isto é, quando, em um grupo, estão incluídos seres masculinos e femininos, o nórdico utiliza o neutro. Assim, no texto, Loki, ao fazê-lo, refere-se a um homem e uma mulher. Ou seja, um deles continua homem, enquanto o outro é a mulher. Sobre quem é qual, há abertura para interpretação. Em minha análise, uma vez que se trata de um poema sobre a inversão das qualidades masculinas de Thor, Loki o faz para caçoar da perda momentânea da masculinidade do deus viril.

[3] Neckel & Kuhn adicionam estas palavras a partir de fragmentos de Thrymskvida em outros manuscritos.

terça-feira, 4 de março de 2014

Dicas de Odin #33

Dicas de Odin

(ou Hávamál - Os dizeres do Altivo)

Estrofe #33


Codex Regius:




Arliga v[er]þar scyli [maþr] opt fa ne[m]a t
[il] kyn[n]is ko[m]i. Sitr
[oc] snop[ir] lętr sem solgin[n] se [oc] kan[n] fregna at fa.

Tradução:
Um homem deve fazer sua refeição cedo,
exceto quando vai visitar alguém.
Ele se senta e fica resmungando, como se estivesse com fome,
e não consegue responder.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Dicas de Odin #32

Dicas de Odin

(ou Hávamál - Os dizeres do Altivo)

Estrofe #32


Codex Regius:




Gu[m]nar marg[ir] erosc gagn

holl[ir] en[n] at vi[r]þi recaz. Aldar rog þ[at] mun ę v[er]a orir gestr viþ
gest.

Tradução:
Muitos estimam uns aos outros,
mas discutem numa refeição.
Entre homens sempre haverá desavença,
um hóspede insultará o outro.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Dicas de Odin #31

Dicas de Odin

(ou Hávamál - Os dizeres do Altivo)

Estrofe #31


Codex Regius:



(muda a página do manuscrito)



Froðr þicciz sa e[r] flotta
tecr gestr at gest h[ę]ðin[n]. Veita gorla sa er u[m] verði
glissir þot[t] h[ann] m[eð] gr[au]mo[m] glami.

Tradução:
Sábio parece aquele que recua
quando um hóspede insulta outro.
Aquele que sorri em uma refeição não sabe totalmente
se fala no meio de inimigos.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Dicas de Odin #30

Dicas de Odin

(ou Hávamál - Os dizeres do Altivo)

Estrofe #30


Codex Regius:



At auga bragði scala [maþr] an[n]an hafa þot[t] t[il] kyn[n]
is ko[m]i. Margr þa f[ro]þr þicciz ef h[ann] fregin[n] er at [oc] nai h[ann] þur fiallr þruma.


Tradução:
Um homem não deve olhar torto para o outro
se ele vier para uma visita.
Muitos parecem sábios, se não lhe são feitas perguntas,
e conseguem sair a salvo ficando quietos.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Dicas de Odin #29

Dicas de Odin

(ou Hávamál - Os dizeres do Altivo)

Estrofe #29


Codex Regius:



Ǫrna męlir sa er ęva þeg[ir] staðlauso stafi
hraðmęlt tu[n]ga ne[m]a haldendr eigi opt s[er] ogot[t] um
gelr.


Tradução:
Aquele que nunca se cala fala insanidades,
palavras sem cabimento.
Uma língua rápida, a não ser que controlada,
canta amiúde para si o mal.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Dicas de Odin #28

Dicas de Odin

(ou Hávamál - Os dizeres do Altivo)

Estrofe #28


Codex Regius:





Froðr sa þycciz er fregna kan[n] [oc] seg
ia it sama. Eyvito leyna mego yta syn[ir] þ[vi] er gengi
u[m] guma.


Tradução:
Sábio parece aquele que sabe perguntar
e, da mesma forma, responder.
Os filhos dos homens não conseguem esconder
aquilo que lhes está passando.